manuel's profileESPELHO DE EMOÇÕESPhotosBlogListsMore ![]() | Help |
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ESPELHO DE EMOÇÕESMais importante que aquilo que dizes... é o que fazes!!! November, 2006 Na ponta do dedo... ao canto da sala.alguém o empurrou para lá, talvez com a sua conivência e inércia.a vida, tal como o próprio ainda hoje diz, não é fácil. para a maioria dos mortais. tem no entanto consciência que para outros será ainda pior. leve consolo, ou descarga de culpas, forma de agradecer a confusão em que a sua se converteu.teve engenho, garra, coragem até. ainda tem. não se iludiu, mas não parou no momento certo. não parou quando o fim era mais que previsível.a vida, sempre a vida, puxavam-no no sentido oposto.acarinhado, respeitado e apreciado até, por muitos, muito mais pela fonte da sua vida.calmo por norma na sua forma enérgica de viver; carinhoso com comportamentos estranhos a si mesmo, quando se afundavanos problemas que chamava a si e que recusava partilhar. esta recusa não era de intensão autoritária, antes uma tentativa de proteger os que o rodeavam a quem aqui e ali rogava por auxílio silencioso.o poço é mais fundo visto debaixo do que do cimo, sem que tenha atingido as entranhas deste, ainda.desespero silencioso. dúvidas alheias no ar. sozinho, agora finalmente parece ser impossível. a solidão é porém a companhia procurada.a rotina amigável há muito que reclama a sua presença. não tem sido o mesmo, que todos conheciam. incómodo individual. receio que percebam em comunidade. desculpas, reais, mas desculpas atrás de desculpas. desculpas e ausência que começam, já não de agora, a importunar.a viagem que em tempos atravessou lindos vales, há já muito que vinha perfurando a mais lúgubre das paisagens - o mais abominável dos covis. lindo comboio, transformado em charrió de arrasto de minério podre, usurpado nas entranhas da terra, para a luz do dia. mesmo este estranho transporte tinha só um sentido, descendente - a alta velocidade! passageiros umbilicalmente ligados, protagonismo partilhado numa mesma história. o mau da fita é irremediavelmente colocado na ponta do dedo.frenesim nostálgico! é passado agora, alívio não para todos. a nostalgia daquele assume agora a figura de navalhas rombas que talham e esventram a consciência pretendida imaculada. alguns as vêem, mas só as consequências comportamentais os importunam. o charrió já só tem um passageiro. a "vida" falou mais alto que as responsabilidades assumidas. ali não havia "vida".empreendedores, á luz do dia. sonhadores de cama bem feita. a escuridão que ajudaram a criar, é apontada como argumento alheio.a viagem tortuosa, vertiginosa terminou. a vida não parou. os monstros permanecem nas trevas, há que lhes dar o que por direito reclamam.esta viagem agora é efectivamente solitária. aquela estranha viatura, descia com tamanha velocidade, pois as leis da física, confirmavam que o peso em queda é maior quanto maior for o seu tamanho. já não há problemas de peso agora.foram mas previsivelmente haviam de voltar. ainda bem. partida indesejada.inconformismo justificado na hora da sua partida demonstrado. partida entristecedora, enraivecedora até. sangue. o sangue é das maiores forças."ajudariam" á distância. barafustando, reclamando, discordando.o sol aproximava-se - iam à "vida". deles. o resto ficava. os restos que também eram deles.o punho cerrado bateu na mesa.adormecia, sem apreciar o sono. dormir é desperdício de vida. opinião até hoje mantida. acordava com imediata vontade de adormecer. sonharia se conseguisse, com a ilusão de estar a viver um pesadelo.canto frio onde as preocupações vinham ter como aves migratórias com instintos de rapinar.teimosia invertida. negação de corrigir o que há para corrigir. vontade de levitar.parei...palavras maternas ouviam-se em jeito de rejeitar o sono. incentivos acusadores, gritos de desespero, raiva, fúria. a razão transbordava.heroína. vive agora sem o impulso apaixonado, razão de vida. não desiste. cansada.fúria escondida, saía no mais simples dos gestos. algo, alguém, até quem menos merecia eram alvos.mal causado conscientemente sempre que via o dedo em riste."mea culpa"? também. só, não.vai. sai. vai. sai.conversas mantidas inadvertidamente espicaçaram.o melhor dos trunfos é uma Ás... ajudaste.September, 2006 EsvaírNão sei por onde tenho andado!
Nem para onde vou ou deva ir!
Tenho andado parado; depois de muito correr.
Quero voltar a correr, porém sem pressa.
Compromissos descomprometidos.
Fico aqui a olhar para as letras quem encimam as teclas.
Vontade enorme de me soltar.
Soltar aquilo que involuntariamente aprisiono.
Faltam-me as palavras para dizer tanto que tenho para dizer.
Para quê? Para quem?
Para mim. A mim.
Acordo incrédulo, descrente... desnorteado!
Fico. Desperdiço o tempo que anseio sugar.
O tempo que passa não volta, e eu deixo-o passar sem nada fazer.
Fazer o quê?
Hoje não fiquei. Aqui. Agora, digo a mim próprio o que eu bem sei, para me fazer acreditar na minha própria verdade.
Não tenho pena de ninguém, ou quase. De mim muito menos.
Mereço. Sou capaz. Sou um felizardo da vida lenta que tenho.
Outros, certamente merecem mais e têm menos.
Não tenho feito por merecer? Talvez. Quase acredito que não.
Vai mudar. Vou mudar.
Não vou correr. Mas também não vou ficar parado.
March, 2006 Desinterpretações!... aqui se fala, aqui se ouve, aqui se vê, aqui se é visto.
aproximamo-nos, mantendo-nos á distância; conhecemo-nos, sem nunca nos termos visto...
deixamos que nos descubram, mas não nos encontram; descobrimos outros, mas não sabemos onde!
surpreendem-nos, surpreendemos e por vezes surpreendemo-nos a nós próprios.
fantástica janela que nos proporciona uma imensidão...
gente tão próxima que estaria tão longe e gente de longe que tão de próximo vemos.
uma linguagem que todos entendemos, apesar da infinidade de culturas que aqui se cruzam. com as respectivas diferenças no fundo tão iguais!
aqui não há idade, côr ou sexo, que numa primeira fase nos afaste em virtude de preconceitos. efectivamente, todos nos queremos conhecer. queremos comunicar, socializar, interagir, descobrir.
somos humanos - animais racionais.
ao não haver um espaço, um território, uma cultura definida, o contexto onde as interacções se realizam não é tutelado pelo politicamente correcto.
efectivamente, há discrepâncias. há excessos. mas isso só demonstra o quão cruéis, irracionais e animalescos somos para com o nosso semelhante.
histórias curiosas, bizarras e outras até carinhosas...
uma senhora. cabelos cãs. eu conheço!
aqui descubro e dou-me a descobrir.
jóia de pessoa. exemplo para uma criação. e é.
descendência maravilhosa, é exemplo disso.
guarda no peito, o futuro na mente...
cabelos cãs, uma mulher dos nossos dias...
falo para quem me sabe ouvir!
March, 2006 e de repente... chegou o Pedro...Não é bem um assunto...
este mês é o assunto!
JÁ NASCEU O PEDRO!!
foi o que surgiu no visor do meu telemóvel, sexta-feira, 17 de Março de 2006.
é o culminar de mais uma etapa que se iniciou em 2003, quando os agora Pintos se conheceram...
pois é, Pinto e Cristiana, muitas felicidades e muitos parabéns do vosso nem sempre presente amigo... Nelito! |
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