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    September, 2006

    Esvaír

    Não sei por onde tenho andado!
    Nem  para onde vou ou deva ir!
    Tenho andado parado; depois de muito correr. 
    Quero voltar a correr, porém sem pressa.
    Compromissos descomprometidos.
     
    Fico aqui a olhar para as letras quem encimam as teclas.
    Vontade enorme de me soltar.
    Soltar aquilo que involuntariamente aprisiono.
    Faltam-me as palavras para dizer tanto que tenho para dizer.
     
    Para quê? Para quem?
    Para mim. A mim.
     
    Acordo incrédulo, descrente... desnorteado!
     
    Fico. Desperdiço o tempo que anseio sugar.
     
    O tempo que passa não volta, e eu deixo-o passar sem nada fazer.
     
    Fazer o quê?
     
    Hoje não fiquei. Aqui. Agora, digo a mim próprio o que eu bem sei, para me fazer acreditar na minha própria verdade.
     
    Não tenho pena de ninguém, ou quase. De mim muito menos.
     
    Mereço. Sou capaz. Sou um felizardo da vida lenta que tenho.
    Outros, certamente merecem mais e têm menos.
     
    Não tenho feito por merecer? Talvez. Quase acredito que não.
     
    Vai mudar. Vou mudar.
     
    Não vou correr. Mas também não vou ficar parado.